Equipe da Prefeitura faz visita técnica à Guarda de Nossa Senhora do Rosário para documentação das tradições dessa entidade cultural

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Representantes da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Santa Luzia, buscando aprofundar o conhecimento sobre os grupos de congado luzienses, temática escolhida pelo órgão para participação na 8ª Jornada do Patrimônio Cultural, promovida pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais – IEPHA, estiveram na tarde da sexta-feira (24) no distrito de Pinhões para colher um importante depoimento, o de Maria Geralda Gonzaga Carvalho, desde 2015 a Rainha Perpétua da Guarda de Nossa Senhora do Rosário.

Juntamente com a Guarda do Divino Espírito Santo, a Guarda de Nossa Senhora do Rosário é um dos dois grupos de congado da localidade. E estas, juntamente com a Guarda de Moçambique, do bairro Asteca, formam o grupo de três guardas da cidade. Durante a visita, que ocorreu na casa da entrevistada, duas profissionais do setor de Patrimônio Cultural da Secult – a museóloga Juliana Facre e a assistente Amanda Santos Gomes – seguindo uma extensa pauta, inteiraram-se da história da Guarda, que remonta ao início do século XX. Ao longo de uma hora, toda a conversa foi gravada em áudio.

Em seu depoimento, Maria Geralda, que também é integrante do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural e que completou 68 anos no dia anterior, forneceu detalhes que ajudam a compreender a trajetória da cultura luziense. Ela disse, por exemplo, que no início participavam das congadas quase que exclusivamente os negros, que às mulheres eram reservadas as tarefas de preparar os alimentos e de costurar as fardas e que os festejos chegaram a Pinhões sem o congado, que veio depois.

Para Juliana, que conduziu a entrevista, o valor destas visitas técnicas está no fato de que são uma novidade na cidade: “São valiosas por nunca terem ocorrido antes”, disse. Já Maria Geralda considerou a visita importante porque “Pinhões era uma localidade esquecida. E sua história nos foi legada para que fosse passada a outras pessoas. Espero que com isso o poder público possa nos ajudar na preservação da memória do local.” Ela explica que a pandemia dispersou os participantes das atividades, pela proibição de se promover aglomerações, e que todos temem que estas tradições possam vir a ser extintas.


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