Restauro da Casa da Cultura promete reativar museu histórico

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Um dos projetos prioritários da Prefeitura de Santa Luzia na área da Cultura está prestes a ser iniciado. Após um estudo detalhado, que envolveu o mapeamento e rotulagem dos inúmeros elementos que compõem o imóvel, em breve deverá começar o tão esperado restauro da Casa da Cultura, o que permitirá a reabertura do museu histórico de Santa Luzia. A edificação impõe respeito: são 800 metros construídos em um terreno com o dobro desse tamanho. Seus dezenove cômodos, levantados por escravos ao longo de dez anos no final do século XVIII, já abrigaram uma casa paroquial, uma casa de repouso, um quartel general, um museu histórico e a sede da Casa da Cultura, além de terem servido de residência para duas famílias.

O casarão ocupa um local de destaque na cidade, bem defronte à Igreja Matriz e ao longo dos séculos foi conhecido por vários nomes: Solar Teixeira da Costa, Casa de Julí, Quartel dos Revolucionários… Dos tempos desta ocupação, o imóvel ainda guarda as marcas de balas nas janelas, como destaca o historiador Marco Aurélio Fonseca: “Esta casa tem sangue nas paredes, tem sentimento e conta a história de Santa Luzia: durante a revolução liberal de 42 ela foi quartel general dos revoltosos. Nesta casa foi assinada a ação pacificadora de Caxias para o fim da batalha de Santa Luzia. A população espera pela reabertura do imóvel para que volte a funcionar o Museu Histórico Aurélio Dolabela”.

Mas para que o museu, que está desativado desde 2014, volte a funcionar, muitos desafios terão de ser superados. É preciso antes garantir que uma estrutura de mais de duzentos anos volte a ser confiável. E para isso problemas de várias ordens terão de ser vencidos: “A parte mais crítica é estrutural. São os esteios de madeira que sustentam o imóvel, muito prejudicados por cupins e umidade. Numa segunda etapa será feita a restauração da cobertura, o que irá proteger os elementos artísticos”, diz a arquiteta responsável pela obra, Márcia de Souza.

A restauração é uma iniciativa da Prefeitura através dos esforços conjuntos de duas secretarias: a de Cultura e Turismo e a de Obras. O casarão já passou por reformas e restauros anteriores, mas desta vez a recuperação promete ser detalhada e completa, inclusive com a volta do reboco original, que era todo feito em barro: “Nosso projeto é remover todo o reboco de cimento, que foi posto em restauros passados, e das madeiras apodrecidas”, explica o técnico de conservação e restauro Rogério Narciso.

Uma vez concluída a obra, o solar será reaberto ao público trazendo novidades, dentre elas um café e um deck no piso inferior, tudo com acesso aos portadores de necessidades especiais.

O processo foi protocolado e entregue nesta quinta-feira (30), para analise do IPHAN, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e ao IEPHA, o Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais.


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