Santa Luzia registra seus moinhos e casas de farinha no Projeto Sabor de História

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Por intermédio da Secretaria da Cultura e Turismo, o município de Santa Luzia acaba de registrar no Projeto Sabor de História seus estabelecimentos dedicados à produção artesanal de farinha de milho e mandioca. O projeto é uma iniciativa do Iepha – Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais e visa realizar um cadastro das atividades artesanais no estado que deverá resultar no reconhecimento delas como patrimônios material e imaterial das Gerais, pelo Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (Conep).

 

No caso específico das farinhas, pela importância que têm na culinária de Minas Gerais, estas farão parte de um projeto ainda maior da Secretaria de Estado de Cultura e Turismo (Secult): o Plano da Cozinha Mineira. O projeto foi lançado na sexta-feira (19) pelo secretário estadual de Cultura e Turismo, Leônidas Oliveira. “Santa Luzia dá total apoio a este projeto” diz o superintendente da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, o historiador Marco Aurélio Fonseca.

Na cidade, uma das casas de farinha que se destaca é a do Sr. João Fonseca Marques, o qual em parceria com sua sócia, Maria Efigênia Martins, produz farinhas de milho e de mandioca em seu estabelecimento, no bairro Carreira Comprida (Frimisa). Aos 85 anos, seu João conta que aprendeu de sua mãe o ofício, quando ainda garoto em uma fazendo da vizinha Jaboticatubas. “O que mais prezamos é a qualidade, o modo artesanal. Se for para fazer de outro jeito, preferimos parar”, diz ele. Juntos, os sócios já chegaram a produzir mensalmente 150 fardos, ou 1500 quilos de farinhas. Eles também produzem farinhas torradas, fubá e colorau – este a partir da moagem das sementes de urucum.

Desde 2019 o trabalho de cadastramento já inventariou mais de 300 casas de farinha no estado, espalhados por 200 municípios. O cadastro para as farinhas e demais produtos pode ser consultado através do site www.iepha.mg.gov.br.

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Para o diretor de proteção e memória do Iepha, Fernando Pimenta, mais do que pratos típicos, a cozinha tradicional local é parte fundamental da identidade social. “A abertura do cadastro das farinhas em Minas constitui um passo fundamental para a proteção dessa manifestação cultural com vistas, inclusive, a fortalecê-la diante da dramática disputa de mercado no setor.”

E segundo a nova secretária luziense de Cultura e Turismo, Joana Coelho “Além das farinhas, Santa Luzia pretende ainda registrar como bens materiais outros de seus deliciosos produtos, como os biscoitos de Taquaraçu, o vinho de rosas de Macaúbas, o cartucho de amêndoas, o bolinho de feijão, a goiabada e os doces cristalizados, dentre outros”.


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